Uma das definições do meu dicionário para “sabedoria” é: conhecimento da Verdade.
A verdade em sua plenitude abrange o conhecimento infinito, se é que a existência em absoluto é infinita; sendo assim, não dá para dar um “Ctrl+C” na Verdade e “Ctrl+Veá-lá” para nossa mente, pois seria necessário onisciência, onipresença e existência eterna para captar num mesmo instante da menor partícula do tempo, todas as informações em absoluto atuantes daquele mesmo instante e ainda potencializar esse conhecimento para o nível da eternidade regressa e futura.
Poderíamos chamar essa medida de verdade de “Verdade-Absoluta-Infinita”. Para assim explicar que a verdade-absoluta esta contida na Verdade-Absoluta-Infinita.
E nos interessa a medida de verdade que interage com a nossa capacidade de interagir com a Existência.
Chamemos essa medida de verdade de Verdade-A.
Ora, mesmo o desmembramento do que abrange a verdade-A exigiria exaustiva e infindável explanação.
Se existe alguém que detém esse “relacionamento” eu não sei, e como não sei tantas coisas, também não ousarei afirmar que é impossível.
No entanto, talvez por cruel inocência ou simples fé natural, acredito ser real a possibilidade de juntar as peças do complexo quebra-cabeça da verdade. Penso ainda, que o que torna essa tarefa super-ultra-mega complicada e penosa não é exatamente a sua complexidade pura, mas a necessidade de primeiro se eliminar a sujeira.
Assunto esse que deixo pra “quem sabe outro dia”.
O ponto que eu quero expor por hora é o seguinte; ainda que o conhecimento pleno da verdade-A esteja distante, existem, como nas Ciências, alguns princípios “básicos” que demarcam o ponto inicial do caminho para a Verdade:
1º - Regra absoluta na Existência absoluta – Os fatos seguem a Verdade.
(A mentira é uma existência que compõe a Verdade-Absoluta-Infinita – entendendo aqui que a mentira EXISTE, portanto é VERDADE a sua existência – a mentira reage com a Existência de acordo com as suas propriedades particulares. Mais ou menos assim:
A mentira existe = verdade
Se ela existe, pode ser definida como uma existência cuja composição define uma posição particular para tal no todo.
O efeito que a mentira produz reagindo com qualquer outra existência só pode ser produto de sua composição-verdade com qualquer outra composição-verdade.
Ou seja, ainda quando a mentira atua, nisto também está valendo a regra de que “os fatos seguem a Verdade”).
2º - O amor é a base-primeira para a implantação da Verdade; o amor guia à Verdade. (Ainda que a Verdade contenha o Amor).
(Analogicamente falando, é como se o amor fosse o ponto central que indica qual a maneira “correta” de se dispor as peças da Existência para a produção da Consumação do Bem.)
Amor -> Verdade -> Consumação absoluta do Bem
O amor é compreendido como um sentimento, e todo sentimento é compreendido como abstrato, no entanto, pelo que parece não se tem uma definição exata sobre a composição da sua existência – se é produto de uma reação fisioquímica no cérebro, uma composição biológica exata ou essencialmente não-material.
Como a única ferramenta que possuo para a busca da Verdade é o meu próprio entendimento – tudo o que minha existência consegue captar e processar da minha interação com o todo – uni então experiência, observação, capacidade de compreensão, conhecimento, temperados com o conhecimento tácito e pude detectar alguns “princípios do amor” (independentemente do que constitua sua composição) e que são de extrema importância:
• O Amor é bom;
• O Amor é sempre bom;
• O Amor NÃO é cego, muito pelo contrário, detém a sabedoria;
• O Amor NÃO MENTE;
• O Amor não é miserável de forma alguma;
• O Amor tem como foco absoluto a consumação absoluta do Bem (difícil é separar a definição do verdadeiro “Bem” do conceito contaminado).
3º - O Amor quer a Verdade porque a Verdade promove o Bem e “liberta”.
Por enquanto é isso...