sexta-feira, 18 de junho de 2010

Direitos Iguais

Existem homens que fazem uso de semelhante “objeção”: “Se as mulheres querem direitos iguais, elas que façam isso e aquilo...”

Quanto é necessário reler a sentença para extrair a declaração implícita de preconceito e estupidez?

Quando alguém diz – as mulheres que façam... os negros que isso...os judeus que aquilo...problema dos homossexuais – acaba por dividir a humanidade em classes, por “racisficar”, atribuindo superioridade e inferioridade por valores superficiais, e não percebeu ou não quis perceber, que se trata do que é humano e não de poder. Que não é ela, inclusive, que decide o que é humano o suficiente para se conferir valor; o humano se define por si.

Os “direitos iguais” tem a ver com o que não infringe a dignidade do ser humano. O que também abraça o seu direito de escolha e liberdade, a sua personalidade.

Não deve ser tão difícil compreender que a postura que você PODE escolher ter, não transgride o seu direito de poder escolher;

Se você quer ser uma dama, se quer ser um cavalheiro, se quer se casar, ou ser solteiro, se quer sorrir ou chorar, se quer assistir ou dançar, se quer ficar ou partir, se quer ganhar, dar ou dividir, se quer saber ou servir.

Não, o cavalheirismo forjado não compensa a privação do voto; pagar o jantar não ressarce a dignidade perdida na submissão; só a Miséria devolve um Sim por um Não. Brigamos por direito e não por permissão.

Não ajudou em nada nossa semelhança antropomórfica? Nossas expressões que traduzem mundialmente os mesmos sinais? Nossas linguagens corporais?
Vamos ter que igualar universalmente nossas genitais? Acinzentar a epiderme global? Violar a feminilidade? Castrar a masculinidade? Extinguir a unidade? Asfixiar a particularidade? Reprimir todos a sua vontade? Para conseguir reconhecer igualdade...

Defenderei que meu irmão judeu seja respeitado, embora não carregue sua ascendência em meu sangue; ainda que não compartilhe do desejo homossexual, declararei meu apoio fraternal; meus irmãos são brancos, negros, vermelhos, amarelos e azuis, meus irmãos são todos os filhos da luz.

Não são “eles”, somos nós. Quando a causa é justa, deve-se erguer a voz.

Aquele que se esconde na mentira, pra defender o seu abrigo sujo, sabota o caminho do Bem. Contamina e deteriora o corpo da evolução; “desumaniza” sua própria condição.

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