
É impressionante como as pessoas se esquecem fácil dos acontecimentos, muitos de extrema relevância.
Parece que todo mundo já se esqueceu da agressão que a Rihanna sofreu pelas mãos do Chris Brown.
O “elemento” continua fazendo shows, tocando nas rádios, vendendo discos...
O que me fez pensar, que se qualquer criatura dessas, que nós ouvimos no Jornal dizer que cometeram atrocidades fosse famosa, não faria a menor diferença; seu caráter nocivo não o privaria da veneração de uma massa de gente.
Muitas pessoas ainda pagariam para ouvir as suas “canções românticas” cujas letras provavelmente não incluiriam a parte aonde ele chega a “quebrar a cara” da sua amada.
Ou será que agora a sociedade decidiu que violência doméstica é algo normal e corriqueiro? “Violência doméstica” e “discutir relação” nivelaram-se?
E há ainda quem vomite na sua face argumentos repugnantes do tipo: “Todo mundo erra”.
Ora, se todo mundo comete erros, e existe apenas uma categoria para tais – todos os “erros” são “humanos” - então tudo bem se um psicopata decide matar em série com requintes de crueldade, ou se simplesmente qualquer pessoa decide assassinar qualquer outra, afinal, qualquer um pode, qualquer dia, “decidir escorregar” no mesmo erro; homicídio, roubo, extorsão, seqüestro, violência doméstica, e até estupro e pedofilia?
Será mesmo que TODO MUNDO erra os mesmos erros?
Será que podemos considerar que é APENAS mais um erro?
São esses tipos de erros “humanos”, ou seriam “desumanos”?
Será que nós não temos mesmo parâmetro nenhum para discernir pessoas de monstros vestidos de gente?
É justiça o suficiente para você dizer que a “dívida com a sociedade” foi paga? O pedaço de vida ferido foi restituído?
Enquanto nós fecharmos os olhos para a doença, ela não poderá ser curada, enquanto nós nos contentarmos com a dor, a miséria reinará sobre nós.