quinta-feira, 10 de junho de 2010

Ouvir com o coração

Eu não entendo as pessoas que dizem: “você tem que apoiar a música brasileira, você tem que apoiar a música brasileira”. No que você se baseia para selecionar aquilo que você vai ouvir?


Eu, pessoalmente, não tomo por base esse tipo de ideia política, eu me deixo conduzir, nesta questão, por aquilo que toca o meu córtex cerebral. Aquilo que fala comigo de alguma maneira, aquilo com que de alguma maneira eu me identifico, o que me mostra algo.


Pra mim se trata de alcançar níveis ocultos da Existência, visualizar a imagem tácita que só a arte te permite enxergar, um relacionamento particular e profundo, mesmo quando parece tão superficial, quando você apenas cantarola o que nem sabe falar...

Eu não defendo que não ouçam música brasileira, ou ouçam música brasileira, o que eu quero defender é o direito de cada um de ouvir o que lhe agrada.


Como disse Roger Waters, no final das contas, o que importa é se mexe com você.


Eis dois vídeos, cujas apresentações podem ser usadas como referência para definir “música”:

High Hopes - David Gilmour (semi-acústico)




High Hopes - Pink Floyd

1 comentários:

Thainá disse...

O negócio é o seguinte, as pessoas tem que parar com essa coisa de querer fazer os outros agirem do jeito que elas querem. Eles não querem deixar as pessoas serem elas mesmas. Tem muita gente na verdade que só prefere música brasileira porque não entende o que as americanas falam. Pelo menos isso é o que muita gente diz. Mas o povo tem que parar de empurrar essas coisas pra gente, eu não gosto de música brasileira e não tô nem aí, vou ouvir o que gostar e o que me tocar, mesmo se a música for em russo e eu não souber nada da letra.

Postar um comentário